O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu
que o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) informe o andamento
e a previsão de julgamento do processo disciplinar a que o ex-senador
goiano Demóstenes Torres responde. Após receber as informações, Mendes
vai decidir se atende ao pedido do ex-parlamentar para voltar a exercer o
cargo de procurador de Justiça em Goiás.
Demóstenes é alvo de
processo disciplinar que apura possíveis irregularidades em sua conduta
no exercício da função. O Ministério Público de Goiás (MP-GO) investiga a
conduta do ex-parlamentar, acusado de envolvimento com o contraventor
Carlos Augusto de Almeida Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira.
No
mês passado, Demóstenes pediu ao STF para voltar ao cargo. Na petição
entregue ao Supremo, ele alega que o afastamento é ilegal, por ter
alcançado o prazo máximo definido pela norma do MP-GO. Ele também pede o
arquivamento do processo disciplinar, por entender que a peça não
descreveu qualquer irregularidade cometida, baseando-se apenas na
transcrição de gravações telefônicas.
As denúncias resultaram da
participação do ex-senador nos episódios relativos às operações Vegas e
Monte Carlo, que apuraram esquema de corrupção e exploração ilegal de
jogos em Goiás e no Distrito Federal. Primeiramente, o material relativo
a Demóstenes foi enviado ao STF, mas, com o afastamento dele do cargo
político e a perda da prerrogativa de foro, os autos foram encaminhados à
Justiça goiana.
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